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POESIAS NO TEMPO.


PORRE DEMAIS.

Já vem!
Com tudo o que já vem fincado,
No pé do sossego enamorado pela lua.
Caminhos longos,
Ruas largas
Pés câimbrados,
Cambaleantes e num andar pesado...
Anos e mais anos de paixão doida.
Costas encurva,
saca cheia de comida a balançar com o andar.
É já vem!
Seu dia ou sua noite pelas horas,  vai ser danado.
Cheiro de pinga de esquina,
se riscar um fósforo explode e te manda de volta.
Encha a tina com água e sabão,
Lavar as costas do fujão  sem a farra,
Com marra de bonzinho enjoado,
 na minha cara... Na minha cama, nem pensar.
Vou virar na cama e morrer de descaso.
O tempo vai registrar este caso.
Já vem...
Vou sair de trás das cortinas
Confiança pra malandro vaza orgulho
E eu não sou bomba pra dar mole e encher macho.
Hoje estou qual maçarico na ação.
Já vem? Vou assar sua vergonha de desprezo.
E amanhã? Cinco horas o sol me chamará pra lutar
e você estará afogado na cachaça do viver.
Que vida! Eu já vou.




AUTO CONSTRUÇÃO.

ARRUMANDO A CASA INTERNA,
DANDO FORMA AO VIVER
COLORINDO A MINHA SINA
E DEIXANDO AFLORAR UM NOVO SER.

JOGANDO CLORO NA MASSA,
DESINFETANTE COM CHEIRO,
TIRANDO A INHACA DO TEMPO
TROCANDO FRONHAS, LENÇÓIS
E TRAVESSEIROS.

ESCUTANDO NOVOS SONS,
RINDO DE COISA TOSCA
DESATANDO OS NÓS
QUE ENCAROÇAM OS SENTIMENTOS.

PROFUNDAMENTE TRANSBORDANTE
EM BUSCAS. PROCURANDO LUZ,
REINVENTADO DIAS,
PARTINDO DO COMODISMO
PARA ENCARAR A ALEGRIA.

E DIZENDO PARA DENTRO DO PROFUNDO:
PRA TANTA FELICIDADE QUE EU MEREÇO

AUMENTE O TAMANHO DO MUNDO.












POESIAS NO TEMPO




































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